Les gens qui passent dans la rue
ont tous l'air légère
des gens qui ne savent pas
le chagrin, ni l'amértume.
Heuresement.
S'ils l'auraient su
peut-être je ne pourrais pas
écrire peut-être personne
n'existait qui pouvait
comprendre le bonheur
des autres et l'état
epuisé de moi même.
(13-04-2009)
sábado, 15 de maio de 2010
domingo, 25 de abril de 2010
De mar e fogo
Procuras-me quando te procuro e
na madrugada crepuscular dos nossos
sentidos somos astro breve que
flameja, depois explode em rouco
grito. Sol que arde mas não se extingue.
Das ondas de amor que na nossa cama
sulcamos restam traços líquidos de
antecipação, vestígios de maré crescente
que te sobe no meu corpo e te mergulha
em meu ventre de profundas e densas águas.
Foste talhado por Pigmalião em
âmbar puro, amor.
Agarro-me a ti quando
no naufrágio do nosso corpo me
afundo e em voz baixa te peço
para desaguares em mim.
(27-Maio-2008)
na madrugada crepuscular dos nossos
sentidos somos astro breve que
flameja, depois explode em rouco
grito. Sol que arde mas não se extingue.
Das ondas de amor que na nossa cama
sulcamos restam traços líquidos de
antecipação, vestígios de maré crescente
que te sobe no meu corpo e te mergulha
em meu ventre de profundas e densas águas.
Foste talhado por Pigmalião em
âmbar puro, amor.
Agarro-me a ti quando
no naufrágio do nosso corpo me
afundo e em voz baixa te peço
para desaguares em mim.
(27-Maio-2008)
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Jogos de azar
Apostei que tinha o maior
valor, e perdi.
Fiquei sem aposta, sem valor,
sem vontade de apostar —
preferia cem mil vezes
não ter apostado nada.
valor, e perdi.
Fiquei sem aposta, sem valor,
sem vontade de apostar —
preferia cem mil vezes
não ter apostado nada.
terça-feira, 13 de abril de 2010
Siboney
(para o Keats e o pai de minha amiga, onde quer que ele esteja)
A morte
não é fria nem paralisante
como a descrevem.
É quente como a rumba,
túrgida
como quem faz amor.
É clara
e plana, sonora
do rufar do tambor.
Conhecê-la
é chorar, sentir o cheiro
queimado do inevitável
sofrer.
E quem não conhece
a temperatura das lágrimas?
A morte
não é fria nem paralisante
como a descrevem.
É quente como a rumba,
túrgida
como quem faz amor.
É clara
e plana, sonora
do rufar do tambor.
Conhecê-la
é chorar, sentir o cheiro
queimado do inevitável
sofrer.
E quem não conhece
a temperatura das lágrimas?
quinta-feira, 18 de março de 2010
dejà vu
Este tempo esta brisa este lamento
este gemido de brasa e paixão
já foram vividos num outro momento
em que amantes de mão-na-mão
não suspeitávamos da vida.
(10-01-2008)
este gemido de brasa e paixão
já foram vividos num outro momento
em que amantes de mão-na-mão
não suspeitávamos da vida.
(10-01-2008)
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Por uma tabela de contagem
Não posso vender a minha escrita
não posso
ainda que me dêem milhões por ela
números
redondos e rectílineos, impensável
é prostituir-me assim.
não posso
ainda que me dêem milhões por ela
números
redondos e rectílineos, impensável
é prostituir-me assim.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Paganismo
Grossas nuvens escurecem
o céu, impossibilitando
qualquer louvor
ao azul
da minha parte.
Da mesma forma só
eu sei que morrer
é voltar o amor
à seiva e à terra
e regressar
do infinito da vida.
o céu, impossibilitando
qualquer louvor
ao azul
da minha parte.
Da mesma forma só
eu sei que morrer
é voltar o amor
à seiva e à terra
e regressar
do infinito da vida.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Perdidamente
Desenhada na curva de vírgulas e aspas
do teu amor, renuncio a qualquer
forma de expressão liricamente forçada
pelo imperativo de te dizer
que me encontro em ti
(mesmo quando me perco
nas curvas de vírgulas e aspas
do teu corpo)
10-01-2008
do teu amor, renuncio a qualquer
forma de expressão liricamente forçada
pelo imperativo de te dizer
que me encontro em ti
(mesmo quando me perco
nas curvas de vírgulas e aspas
do teu corpo)
10-01-2008
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
natureza das coisas
Não te tenho mais do que
a chuva que cai de mansinho
ou as ondas que se espraiam
na costa, mas dorme comigo
uma certeza calma, e adivinho
que ninguém sente a chuva
e o mar como eu.
domingo, 13 de dezembro de 2009
Ode à eternidade
"Si nous habitons un éclair, il est le coeur de l'éternel" René Char
Lado lunar de uma estrela ardida, sento-me nas arcadas.
Falo para as paredes para o tecto para o céu
Aquele que tu vês invertido numa lógica que escapa
Aos alcances humanos, prova irrefutável da tua divindade.
Como tudo o que não sou e que gostava de ser
Te falo e te imploro, responde, cala
E a medida do meu amor é não se medir
Por tempo, espaço ou outra convenção qualquer
Daquelas que eles inventaram para ser relativas.
Vejo-te usar a luz ao pulso, o meu coração à banda,
Ficam-te bem.
Quem me dera não ser este pensamento, esta idade,
Presa por candeias de fumo que mais não fazem
Senão perder-nos em nevoeiro.
Quando afinal.
Tu eu qual é a diferença
Se do teu peito ao meu a distância é nula,
Se os teus reflexos iluminam ou obscurecem os meus sentidos
E o braço que levas ao chão é para me amparar a queda.
Maneira de Ser/Estar, Hora Momento,
Ensina-me!
Faz-me ver por onde errei até ti.
(Caminhos de que não me lembro.)
Porque os meus passos não foram certos como
Os teus nem o almejam ser,
Na palma da tua mão repousam todos os sonhos do mundo
E neles constróis esta mulher-criança.
Perdi muitas oportunidades, de ser quem era e de ser quem sou,
Fui muito o que esqueci e que talvez nunca tenha sido.
Ajuda-me a voltar a não ser o que não queira
E a encontrar o que afinal serei um dia, este ou outro qualquer
Em que me encontre contigo como agora.
Lado lunar de uma estrela ardida, sento-me nas arcadas.
Falo para as paredes para o tecto para o céu
Aquele que tu vês invertido numa lógica que escapa
Aos alcances humanos, prova irrefutável da tua divindade.
Como tudo o que não sou e que gostava de ser
Te falo e te imploro, responde, cala
E a medida do meu amor é não se medir
Por tempo, espaço ou outra convenção qualquer
Daquelas que eles inventaram para ser relativas.
Vejo-te usar a luz ao pulso, o meu coração à banda,
Ficam-te bem.
Quem me dera não ser este pensamento, esta idade,
Presa por candeias de fumo que mais não fazem
Senão perder-nos em nevoeiro.
Quando afinal.
Tu eu qual é a diferença
Se do teu peito ao meu a distância é nula,
Se os teus reflexos iluminam ou obscurecem os meus sentidos
E o braço que levas ao chão é para me amparar a queda.
Maneira de Ser/Estar, Hora Momento,
Ensina-me!
Faz-me ver por onde errei até ti.
(Caminhos de que não me lembro.)
Porque os meus passos não foram certos como
Os teus nem o almejam ser,
Na palma da tua mão repousam todos os sonhos do mundo
E neles constróis esta mulher-criança.
Perdi muitas oportunidades, de ser quem era e de ser quem sou,
Fui muito o que esqueci e que talvez nunca tenha sido.
Ajuda-me a voltar a não ser o que não queira
E a encontrar o que afinal serei um dia, este ou outro qualquer
Em que me encontre contigo como agora.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Viagens
Caminhando pela lombada dos
livros que compõem a estante
subo escadas e desço planícies
quase sempre sozinha, algumas
vezes cheia de vozes
dentro de mim.
Não ouço uma mensagem
clara nem sequer o que
poderia considerar um aviso
- as entranhas das obras
grandes e as brechas das
pequenas a assomarem -
sinto somente um arrepiar de
páginas por escalar e de rios
de palavras que desconheço.
26-Setembro-2009
livros que compõem a estante
subo escadas e desço planícies
quase sempre sozinha, algumas
vezes cheia de vozes
dentro de mim.
Não ouço uma mensagem
clara nem sequer o que
poderia considerar um aviso
- as entranhas das obras
grandes e as brechas das
pequenas a assomarem -
sinto somente um arrepiar de
páginas por escalar e de rios
de palavras que desconheço.
26-Setembro-2009
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