ele não sabia o que
uma árvore era
- uma árvore -
pois não tinha
onde a pensar
(e o mundo
diz-se
em palavras)
para amar teve de
ganhar o perfeito domínio
da língua subterrânea que
corre pelas coisas dizendo
- Eu Amo -
terça-feira, 5 de outubro de 2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Paroles d'hirondelle et bouvreuil

Ses mains sont des fleurs d'hiver
Qui me survolent jusqu'au printemps.
Je ne savais pas qu'il était possible
D'avoir des doigts comme les siens,
Des bras qui m'embrassent avec tendresse,
Un regard qui me fait brûler
Dans une nuit de tous les sens.
Il est ma fin, ma vie, mon destin,
Son corps entier me fait rêver.
Tout ce que je peux attendre de lui
C'est qu'il ne me laisse pas tomber.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
quinta-feira, 17 de junho de 2010
sábado, 15 de maio de 2010
Baudelarian
Les gens qui passent dans la rue
ont tous l'air légère
des gens qui ne savent pas
le chagrin, ni l'amértume.
Heuresement.
S'ils l'auraient su
peut-être je ne pourrais pas
écrire peut-être personne
n'existait qui pouvait
comprendre le bonheur
des autres et l'état
epuisé de moi même.
(13-04-2009)
ont tous l'air légère
des gens qui ne savent pas
le chagrin, ni l'amértume.
Heuresement.
S'ils l'auraient su
peut-être je ne pourrais pas
écrire peut-être personne
n'existait qui pouvait
comprendre le bonheur
des autres et l'état
epuisé de moi même.
(13-04-2009)
domingo, 25 de abril de 2010
De mar e fogo
Procuras-me quando te procuro e
na madrugada crepuscular dos nossos
sentidos somos astro breve que
flameja, depois explode em rouco
grito. Sol que arde mas não se extingue.
Das ondas de amor que na nossa cama
sulcamos restam traços líquidos de
antecipação, vestígios de maré crescente
que te sobe no meu corpo e te mergulha
em meu ventre de profundas e densas águas.
Foste talhado por Pigmalião em
âmbar puro, amor.
Agarro-me a ti quando
no naufrágio do nosso corpo me
afundo e em voz baixa te peço
para desaguares em mim.
(27-Maio-2008)
na madrugada crepuscular dos nossos
sentidos somos astro breve que
flameja, depois explode em rouco
grito. Sol que arde mas não se extingue.
Das ondas de amor que na nossa cama
sulcamos restam traços líquidos de
antecipação, vestígios de maré crescente
que te sobe no meu corpo e te mergulha
em meu ventre de profundas e densas águas.
Foste talhado por Pigmalião em
âmbar puro, amor.
Agarro-me a ti quando
no naufrágio do nosso corpo me
afundo e em voz baixa te peço
para desaguares em mim.
(27-Maio-2008)
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Jogos de azar
Apostei que tinha o maior
valor, e perdi.
Fiquei sem aposta, sem valor,
sem vontade de apostar —
preferia cem mil vezes
não ter apostado nada.
valor, e perdi.
Fiquei sem aposta, sem valor,
sem vontade de apostar —
preferia cem mil vezes
não ter apostado nada.
terça-feira, 13 de abril de 2010
Siboney
(para o Keats e o pai de minha amiga, onde quer que ele esteja)
A morte
não é fria nem paralisante
como a descrevem.
É quente como a rumba,
túrgida
como quem faz amor.
É clara
e plana, sonora
do rufar do tambor.
Conhecê-la
é chorar, sentir o cheiro
queimado do inevitável
sofrer.
E quem não conhece
a temperatura das lágrimas?
A morte
não é fria nem paralisante
como a descrevem.
É quente como a rumba,
túrgida
como quem faz amor.
É clara
e plana, sonora
do rufar do tambor.
Conhecê-la
é chorar, sentir o cheiro
queimado do inevitável
sofrer.
E quem não conhece
a temperatura das lágrimas?
quinta-feira, 18 de março de 2010
dejà vu
Este tempo esta brisa este lamento
este gemido de brasa e paixão
já foram vividos num outro momento
em que amantes de mão-na-mão
não suspeitávamos da vida.
(10-01-2008)
este gemido de brasa e paixão
já foram vividos num outro momento
em que amantes de mão-na-mão
não suspeitávamos da vida.
(10-01-2008)
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Por uma tabela de contagem
Não posso vender a minha escrita
não posso
ainda que me dêem milhões por ela
números
redondos e rectílineos, impensável
é prostituir-me assim.
não posso
ainda que me dêem milhões por ela
números
redondos e rectílineos, impensável
é prostituir-me assim.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Paganismo
Grossas nuvens escurecem
o céu, impossibilitando
qualquer louvor
ao azul
da minha parte.
Da mesma forma só
eu sei que morrer
é voltar o amor
à seiva e à terra
e regressar
do infinito da vida.
o céu, impossibilitando
qualquer louvor
ao azul
da minha parte.
Da mesma forma só
eu sei que morrer
é voltar o amor
à seiva e à terra
e regressar
do infinito da vida.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Perdidamente
Desenhada na curva de vírgulas e aspas
do teu amor, renuncio a qualquer
forma de expressão liricamente forçada
pelo imperativo de te dizer
que me encontro em ti
(mesmo quando me perco
nas curvas de vírgulas e aspas
do teu corpo)
10-01-2008
do teu amor, renuncio a qualquer
forma de expressão liricamente forçada
pelo imperativo de te dizer
que me encontro em ti
(mesmo quando me perco
nas curvas de vírgulas e aspas
do teu corpo)
10-01-2008
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